| Oeste: antes e depois da UFFS |
Autor: Pedro Uczai* |
Depois da incansável luta de movimentos sociais e lideranças nos últimos cinco anos, hoje é possível vivenciar e comemorar no presente uma conquista tão sonhada no passado. Mais do que isso, é possível, a partir dela, vislumbrar um grande futuro. As aulas da recém criada Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com sede em Chapecó e mais quatro campi no Rio Grande do Sul e Paraná, iniciam entre os meses de março e abril. Os 220 servidores técnico-administrados e os 165 docentes aprovados em concurso público serão nomeados Priorizar os investimentos estruturantes e permanentes, como é o caso de uma universidade pública, é ir além de obras físicas. É, principalmente, avançar na geração de novos conhecimentos, melhorar a vida de milhares de pessoas e transformar uma realidade social por meio da educação, cultura, ciência e tecnologia. No caso da UFFS, ela não apenas responderá às demandas da sociedade ou do mercado regional, mas terá um papel estratégico na construção de um futuro melhor para os que vivem à sua volta. Por um lado, porque vai priorizar a formação de filhos de agricultores e trabalhadores que estudaram em escolas públicas; por outro, porque vai oferecer cursos inovadores e promissores, como o de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis em Chapecó – o primeiro do Brasil nessa área e o mais concorrido neste semestre, com 22,34 candidatos por vaga. Com esta saudável ousadia, a UFFS já começa a transformar a realidade social do Oeste catarinense, não se limitando a ser uma mera reprodutora dos processos econômicos e sociais atuais, mas despontando como a protagonista de novos processos, novos caminhos e novos horizontes. *Deputado Estadual e Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa |